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WASHINGTON- Sai de cena o aço inoxidável e entra em cena o cobre? Pode ser a nova tendência em hospitais, não por uma questão estética, mas sim para combater germes. |
| Algunas unidades de cuidados intensivos em Nova Iorque e Carolina do Sul estão a ponto de adquirir mobília de cobre como parte de um projeto para avaliar se as bactérias resistentes ao antibióticos sobrevivem melhor em hospitais equipados com aço inoxidável do que com cobre. |
Aproximadamente 1,7 milhões de americanos por ano desenvolveram infecções durante sua hospitalização, e quase 100.000 chegaram ao óbito, de acordo com Centro de Controle e Prevenção de Doenças. Cientistas têm aconselhado intensamente sobre uma melhor higiene para controlar a expansão de germes em hospitais. No entanto, os fabricantes de artigos médicos pesquisam sobre recobrimentos bactericidas para colaborar.
Em novembro, a Food and Drug Administration aprovou a venda dos primeiros tubos de respiração cobertos de prata, um metal conhecido por repelir bactérias.
Os pacientes conectados a respirador artificial têm alto risco de contrair pneumonia. Em estudo que envolveu vários hospitais, 7,5% dos pacientes com respirador convencional desenvolveram pneumonia, comparado com 4,8% dos que utilizaram o novo tubo Argento de C. R. Bard Inc., informou a FDA.
Além disso, neste outono Baxter HealthCare Corp. anunciou a acreditação da FDA para um catéter conector IV revestido com prata, desenhado para ajudar a evitar que bactérias se agrupem neste ponto de entrada da corrente sanguínea.
Mas uma mobília de cobre tem a cor indicada para um hospital?
Em um estudo publicado no ano passado, estafilococus resistentes às drogas sobreviveram por três dias em platos de aço inoxidável mantidos a temperatura ambiente, mas os investigadores não encontraram bactérias no cobre puro depois de 90 minutos.
O novo estudo, financiado por subsídios estatal para a associação de Desenvolvimento do Cobre está levando àquela descoberta a uma avaliação no mundo real, envolvendo três micróbios resistentes a drogas: estafilococus, enterococcus e acinetobacter.
Num primeiro momento os pesquisadores estão desinfetando vários quartos de unidades de cuidados intensivos no Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering em Nova Iorque, na Universidade Médica de Carolina do Sul e no Centro Médico Charleston’s Veterans Affaire. Devem identificar onde se concentram as bactérias, indicou o Dr. Kent Sepkowitz, pesquisador do Sloan-Kettering.
Logo estes hospitais substituirão por cobre algumas superfícies propensas às bactérias, e rastrearão se a mudança gera diferenças.
“O cobre é caro, mas também são caras as infecções hospitalares”, manifestou Sepkowitz. “A pregunta é se vai economizar mais dinheiro do que os custos”, disse.
Fonte: CNN.COM