| |
 |
A Suécia tem pistas de patinação externas e internas. Estas, mesmo com infraestruturas bem desenvolvidas, consomem grande quantidade de energia e provocam grandes emissões de CO2. |
Um invento sueco desenvolvido por Sveriges Energi & Kylcentrum permite que hoje em dia a conta de energia das novas pistas de patinação seja reduzida em 150,000 kWh por ano (11 toneladas menos de emissões de CO2), usando 18 km de tubulações de cobre. |
O retorno do investimento é obtido no plazo de 5 a 7 anos, e a pista de patinação tem entre 20 e 40 anos de vida útil. O benefício financeiro é óbvio.
Uma inovação tecnológica que considera os benefícios ambientais
A base de uma pista de patinação está composta de tubulações nas quais circula àgua refrigerada (salgada) e que permitem que o gelo se mantenha a temperaturas de aproximadamente -10°C.
Até agora o problema era que o sistema requeria grande capacidade de uma bomba que fizesse circular o fluido. No entanto, ao fazer circular dióxido de carbono em alta pressão (40 bars) em tubos de cobre capazes de suportar tal pressão, se verificou que era possível utilizar bombas com 90% menos capacidade, de tal modo que se reduziria o consumo de energia.
Além disso, se optimizaria a técnica de esfriamento, pois esse novo tipo de pista de patinação pode reciclar calor do sistema de enfriamento para prover a rede da cidade ou aquecer edifícios públicos.
Esta reciclagem térmica permite à comunidade economizar 400,000 kWh adicionais a cada ano. Essa inovação foi premiada pela diretoria Nacional de Proteção Ambiental da Suécia devido a sua impressionamnte capacidade de proteger o meio-ambiente.
No âmbito ecológico, o tema da vida útil dos edifícios também é essencial. Quando as pistas de patinação são desmontadas ou se reconstróem, as tubulações de cobre podem ser recicladas e reintegradas completamente no ciclo de produção. Essa nova tecnologia tem o potencial de ser explorada em grande escala em direção a mercados internacionais.