| |
 |
A Suécia e a Finlândia apontam o metal vermelho como a melhor auternativa para isolar resíduos contaminados com radiação depositados em cavernas subterrâneas. |
A comisão Chilena de Energia Nuclear (CCHEN) através de um convênio de colaboração com a empresa sueca Swedish Nuclear Fuel and Waste Management Co.(SKB) estuda a resistência do cobre à radiação de lixo nuclear e à corrosão provocada pelas condições subterrâneas. |
Como explica Silvia Lagos, chefe da Seção de Materiais Avançados da CCHEN, na atualidade o lixo é depositado, principalmente em containers de vidro, dentro de piscinas especiais. No entanto, este sistema não dará conta devido ao fato de que o lixo têm aumentado a nível mundial. Por esse motivo, distintos países começaram a desenvolver pesquisas para criar containers resistentes à radiação e corrosão para serem depositados sob a terra.
Há quase uma década o Chile estuda as propriedades do cobre para estes efeitos em conjunto com SKB. A partir desses estudos se concluiu que o metal vermelho torna-se um bom canditado anti-corrosão quando forma liga com fósforo. Este ano o projeto de pesquisa dará ênfase em analizar os efeitos da radiação de lixo de alta radioatividades sobre o metal.
No desenho se comtempla um container de aço que receberá o lixo radioativo de alta atividade vitrificados. Esse container, por sua vez, será colocado dentro do container de cobre, que logo será depositado em repositórios geológicos em profundidade, rodeado de argila bentonita. A Suécia e a Finlândia já determinaram que o metal vermelho é a melhor alternativa, e na Suécia já o estão utilizando como experiência.
Segundo Sílvia Lagos, as consequências de um armazenamento inseguro podem ser gravíssimas, e até fatais. A exposição à radiação pode provocar diversos tipos de câncer, por meio da exposição direta ou da contaminação do meio-ambiente. Se correntes de água subterrâneas fossem contaminadas, a população poderia ingeri-las diretamente ou por meio de concentrações em vegetais ou animais comestíveis. Além disso, causaria um grave estrago no ecossistema.
A especialista assegurou que a radioatividade do lixo gerado por plantas nucleares pode perdurar por milhares de anos, por isso é imprescindível garantir uma eficiente capacidade de isolamento dos containers.
Fontes:
- www.cchen.cl
- Entrevista a Silvia Lagos, chefe Seção de Materiais Avançados, CCHEN-Centro Nuclear La Reina, Santiago, Chile. 21 de Janeiro de 2008.