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Químicos da Universidade Nacional Autônoma do México provaram sua efeciência em tumores cervicouterinos, de colo do útero, de mama, de pulmão, além de leucemia e sarcomas. |
A cada ano no mundo, há 9 milhões de pessoas que desenvolvem um crescimento descontrolado de células (neoplasia). Uma de cada 4 delas podem parecer de câncer.
A incidência continua sendo alta, e os custos de tratamentos associados a ela também. No entanto, químicos da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) deram a conhecer um significado avanço na matéria: um medicamento anticancerígeno feito com cobre, que tem provado ser efetivo em diversos casos de tumores, conseguindo também reduzir os custos do tratamento.
“O composto é parte da família das casiopeínas, um grupo de 100 compostos metálicos, dos quais as casiopeínas II y III são os mas prometedores por sua solubilidade e seletividade para combater carcinomas e leucemia respectivamente”, assinalou Lena Ruiz, pesquisadora do fármaco. Este resultou ser efetivo contra as células tumorales, e menos agressivo com as células saudáveis. Os resultados das experiências revelam que as casiopeínas inibem o crescimento de tumores cancerosos ao atuar diretamente sobre o DNA, evitando a reprodução de células doentes.
Cabe ressaltar que desta forma os custos da quimioterapia com casiopeínas serão abatidos, pois o cobre é mais econômico e as doses requeridas são menores em comparação ao cisplatina, composto de platina bastante usado na oncologia.
Por outro lado, as casiopeínas têm menos da metade do potencial tóxico da cisplatina, pois os materiais essenciais têm maior afinidade com o organismo, o que se traduz em mínimos efeitos secundários. Segundo a pesquisa, 15 dias depois de seu uso, as biometrias recuperam níveis normais.
Depois de 26 anos de pesquisa, a droga ainda deve superar o uso em humanos para ser certificada pelas autoridades. Sua eficiência já foi comprovada em tumores cervicouterinos, de cólo do útero, de mama, de pulmão, além de leucemia e sarcomas. Os químicos da UNAM prevêm seu uso dentro de 5 anos.
Fontes:
Jornal La Jornada, 10 de março de 2008, página 46
www.unam.mx
www.notimex.com.mx