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Componentes de cobre com propriedades antimicrobianas foram testados para aumentar a eficiência dos aparelhos e para previnir os maus odores provocados pelo mofo.
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Se ao ligar o ar condicionado de seu automóvel em um dia quente de verão você se surpreender com o cheiro ou a umidade que sai, a razão é o mofo que está crescendo lá dentro. O mesmo fenômeno ocorre em maior escala nos equipamentos dos edifícios. Estas unidades propiciam ambientes escuros e úmidos, perfeitos para a proliferação de bactérias e fungos que causam mau cheiro e diminuem a eficiência. Para lutar contra este fenômeno, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos está financiando uma pesquisa para saber se componentes com cobre são capazes de controlar o crescimento dos organismos que aparecem nos aparelhos de ar condicionado. Estes sistemas de teste estão no quartel militar de Fort Jackson, em Columbia.
Charles Feigley (Ph.D., professor de Ciências da Saúde Ambiental na Universidade da Carolina do Sul e principal pesquisador do estudo) explicou sobre a necessidade desta pesquisa: "Os modernos aparelhos aumentaram a eficiência energética, mas ao mesmo tempo são um foco de bactérias, o que leva aos maus odores. Estes resultados deveriam incentivar a melhoria dos projetos de sistemas de ar condicionado”.
A pesquisa compara a habilidade dos componentes de ar condicionado de cobre bactericida com os de alumínio, em relação à capacidade para inibir o crescimento de bactérias causadoras de mau cheiro e mofos. Os componentes testados são aqueles nos quais os agentes microbianos tendem a prosperar, tais como bobinas de refrigeração, tubos e hélices de trocadores de calor, filtros de ar e hélices de ventiladores, entre outros. O ensaio visa medir a eficácia das superfícies de cobre para inibir o crescimento de micróbios que não só são fontes de mau cheiro, mas também são capazes de se instalar em superfícies de transferência de calor e comprometer o rendimento térmico dos aparelhos. Além de ser antimicrobiano, o cobre é reciclável e é melhor condutor térmico que seus homólogos de alumínio.
Paralelamente com os testes realizadas em Fort Jackson, um estudo de controle em laboratório está sendo desenvolvido na Universidade da Carolina do Sul, na Escola de Saúde Pública Arnold.
Além dos testes, a Copper Development Association está trabalhando para que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) aprove o registro de ligas de cobre para uso em proteção de componentes de ar condicionado.
As peças de cobre dos sistemas de ar condicionado e de calefação foram fabricadas pela Luvata, uma companhia líder na produção de componentes metálicos.
Fundos do Congresso para testar propriedade bactericida do cobre para eliminar patógenos em hospitais e sistemas de ventilação
Em 2005 o Congresso dos EUA começou a utilizar fundos aprovados para dois programas de pesquisa das propriedades antimicrobianas de ligas de cobre. O primeiro estudo se refere a superfícies de contato usadas em centros de atendimento médico, que constituem foco de contaminação cruzada. O objetivo é reduzir o número de agentes patogênicos nos ambientes e, finalmente, deter a taxa de infecções hospitalares. O segundo se refere à qualidade do ar interno e o potencial dos componentes de cobre em sistemas de calefação, ventilação e ar condicionado para eliminar micróbios, mofo e bactérias.
“Os resultados destes ensaios práticos poderiam contribuir para a redução da Síndrome do Edifício Doente e a para a melhoria da qualidade do ar interno", destacou Harold Michels, vice-Presidente de Serviços de Informação Técnica da Copper Development Association (ICA EEUU).
Fonte: http://copperairquality.org/press/releases/New_Research_for_AC_units.html