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Hospitais e clínicas dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Japão e Chile estão aplicando o cobre como agente bactericida.
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De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, cerca de Dois milhões de pessoas nos Estados Unidos já desenvolveram uma infecção hospitalar, e 10.000 morrem a cada ano. É a quarta causa de morte e representa um custo ao governo de cerca de 30 mil milhões de dólares por ano.
Segundo Michael Schmidt, Ph.D., micro-biólogo da Universidade da Carolina do Sul em Charleston, “há 20 probabilidades de desenvolver infecções hospitalares uma vez que você entre em um hospital. Morre mais gente por este tipo de infecções a cada ano, que os que morrem por HIV e câncer de mamas. É uma sujo segredo da saúde."
"As bactérias estão em todos os lugares. Tentamos ao máximo evitar que os microorganismos não entrem em contato com os pacientes, porém, isso continua acontecendo”. Explica Schmidt.
A grande maioria das instituições de saúde adotaram rigorosas medidas sanitárias. Tanto médicos quanto fornecedores foram instruídos a lavar as mãos antes e depois de terem contato com pacientes, e os hospitais freqüentemente utilizam produtos agressivos de limpeza para reduzir o nível de microorganismos no ambiente.
Schmidt e seus colegas estão experimentando um antigo elemento que reduz a transmissão de infecções em hospitais: o cobre. Um metal e nutriente essencial para a vida, antimicrobiano que elimina as bactérias que entram em contato com ele.
Civilizações antigas armazenavam água em recipientes de cobre para que esta não se contaminasse. Além disso, antigos guerreiros sabiam que passando bronze ou cobre em suas feridas, estas não se infeccionavam. “Estamos agora redescobrindo esta capacidade. Pondo-a a disposição dos pacientes poderemos prevenir e evitar a transferência de microorganismos” explica Schmidt.
Os pesquisadores do Hospital de Santa Carolina estão instalando cobre em macas, cadeiras, teclados de computadores e mouses, botões de chamar enfermeiras, áreas conhecidas por sua alta contaminação. Espera-se que assim diminua o número de bactérias e se reduza a incidência de infecções hospitalares.
O atual estudo aplicado nos Estados Unidos está sendo realizado no Hospital de South Carolina, o Centro Médico VA em Charleston e o Centro do Câncer Memorial Sloan-Kettering de Câncer em Nova York. Experiências similares estão sendo aplicadas em hospitais em todo os mundo: Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Japão e um no Chile, que recém se inicia no Hospital do Cobre localizado na cidade de Calama. Neste último, uma das quatro salas UTI utilizarão superfícies com cobre.
Fonte: http://www.thedenverchannel.com