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71.8% das residências argentinas não cumprem com nem sequer 1 requisito de segurança na instalação elétrica de seu domicílio; No entanto, 86.2% dos entrevistados consideram que sua residência é segura. |
O programa Casa Segura é uma iniciativa desenvolvida na Argentina por ICA (International Copper Association) e APSE (Associação para a Promoção da Segurança Elétrica). O objetivo do programa é, fundamentalmente, criar consciência na comunidade sobre a importância vital de contar com instalações elétricas seguras, enfatizando a necessidade de adequar as instalações existentes e mantê-las em bom estado, com conseqüente melhoria em termos de segurança, tranqüilidade, economia e conforto.
“Casa Segura” conta com versões semelhantes em vários países latino-americanos: Chile, Peru, México e Brasil.
Situação na Argentina
A situação residencial na Argentina é de alto risco: hoje em dia cada lar consome 6 vezes mais eletricidade do que há 25 anos. No entanto, a maioria das instalações elétricas não foram adequadas a este aumento no consumo. Esta dimensão fatídica está sendo acompanhada por outra preocupante: a maioria das pessoas considera que sua residência é segura em termos elétricos.
Grande quantidade de edifícios com mais de 15 anos têm instalações elétricas inadequadas ou totalmente inseguras, e essa situação piora nos imóveis mais antigos.
Uma pesquisa de campo realizada pelo CEOP a pedido das instituições patrocinadoras destaca que quase 72% das moradias argentinas não cumprem NEM SEQUER COM 1 REQUISITO de segurança na instalação elétrica, enquanto 86% dos entrevistados considera que sua residência é segura. A mostra, de aproximadamente 3000 casos, é de alcance nacional. Foram entrevistadas 2280 residências e 635 áreas comuns de edifícios com mais de 15 anos.
Estatísticas fornecidas pela Superintendência de Bombeiros da Polícia Federal Argentina, assinalam que, em 2006, sobre um total de 3041 incêndios com intervenção dos Bombeiros na cidade de Buenos Aires; 1224 (ou seja 40%) foram ocasionados por contingências elétricas. Essa porcentagem aumentou 5% em relação ao ano anterior.
Os eletrocutação informados pela mesma fonte indicam um total de 89 vítimas entre mortos e feridos entre 2000 e 2006, sem que aa tendência demonstre intenções de reduzir essas estatísticas.
| Ano |
2005 |
2006 |
| Total de Incêndios |
3830 |
3041 |
| Contingência
eléctrica |
1337 |
1224 |
| Porcentagem representativa |
34,91% |
40,25% |
“Este projeto tem como objetivo demonstrar que é responsabilidade dos proprietários tomar consciência e uma atitude responsável em relação ao uso da instalação elétrica. É fato que os aparelhos elétricos se tornaram um artigo de primeira necessidade, sem os quais não concebemos nossa vida cotidiana. Nossos lares utilizam uma média de seis vezes mais eletricidade do que a que usávamos há 25 anos, o que exige com urgência adaptar essas instalações ao seu uso atual”, explica o engenheiro Gustavo Capo, responsável pelo programa Casa Segura na Argentina. “Desta maneira estaremos prevenindo acidentes e incêndios derivados de uma inadequada instalação”, explica o líder da iniciativa.
Para se adequar às novas tecnologias e prevenir o risco de acidentes, é necessário realizar um diagnóstico certeiro que determine claramente as reformas que necessárias nas instalações elétricas, refazendo a instalação caso for necessário, para dotá-la das condições de segurança exigida no regulamento vigente de móveis. Isso inclui a renovação dos fios, a instalação dos dispositivos de proteção necessários (termomagnéticos, diferenciais, fio terra, etc.), a adequação das linhas de correntes, e a separação de circuitos, entre outras variáveis.
A revisão da instalação elétrica deve ser realizada por eletricistas certificados, utilizando materiais identificados com selo de segurança. Quando são realizadas reformas na residência, principalmente se o imóvel tem mais de 15 anos, se torna indispensável adequar as instalações elétricas.
Fonte: www.programacasasegura.org/arg