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A
gripe (influenza) é uma doença infecciosa
aguda causada pelo vírus influenza, transmissível
de uma pessoa para outra por via respiratória.
A gripe ocorre em todos os países do mundo
e, há pelo menos 400 anos, o vírus influenza
vem causando epidemias a cada 2-3 anos e, eventualmente,
pandemias (epidemias que afetam um grande número
de países). Os vírus da Influenza A
causa uma média de 200.000 internações
hospitalares e 36.000 óbitos por ano somente
nos Estados Unidos. A família dos vírus
da Influenza A inclui a problemática cepa aviária
do vírus.
Pesquisas recentes da Universidade de Southampton,
no Reino Unido, mostram como a Influenza A é
praticamente erradicada em seis horas nas superfícies
de cobre. Isto significa que o cobre ajuda a prevenir
infecções derivadas da influenza |
O catedrático C. William Keevil e
o doutor Jonathan Noyce, investigadores no campo da microbiologia
da Universidade de Southampton, detalham as descobertas
de um estudo que está sendo preparado e que será
apresentado em um relatório durante este ano. “As
conclusões são tão pertinentes em virtude
da preocupação atual sobre como conter um
surto potencial da cepa da influenza aviária que
percebemos que desta vez é importante entregar alguns
dos resultados preliminares”, afirmou Keevil.
Os investigadores expuseram 2 milhões
de unidades de placas de formação de Influenza
A (H1N1) em cupons de cobre C11000 (folhas de metal de cobre
puro, comum) e em S30400 (aço inoxidável comum)
em temperatura ambiente e retornaram periodicamente para
supervisionar as taxas de sobrevivência das amostras.
No aço inox, o patógeno diminuiu
em um milhão após seis horas e a 500.000 após
24 horas. Porém, a superfície de cobre atingiu
uma redução de 500.000 em apenas uma hora
depois, e em seguida foram inativados em sua totalidade,
exceto 500, o que resultou em uma redução
de 99.99% após então, seis horas.
Keevil indica que a cepa H1N1 testada é
quase idêntica à cepa H5N1 (Aviária)
e que a efetividade das propriedades antimicrobianas do
cobre deveriam ser quase idênticas. Ele ainda explica
que enquanto as vacinas estimulam os anticorpos residentes
a atacarem de estruturas específicas de superfícies
celulares expostas (epítopos), a ação
antimicrobiana do cobre provavelmente ataca toda a estrutura
do vírus, tendo assim um efeito de amplo espectro.
De fato, outro trabalho demonstrou a atividade virucidal
do cobre no Adenovírus tipo 40.
Keevil esclarece que estes resultados são
consistentes aos efeitos anti-microbianos demonstrados pelo
cobre citados em pesquisas publicadas em E.coli 0157:H7,
o estafilococo áureo (que provoca infecções
intra-hospitalares), acrescentando que a eficácia
anti-bacteriana similar pode ser alcançada ao injetar
íons de cobre em tecidos, filtros ou outros materiais.
De qualquer maneira, estas aplicações deverão
ser comprovadas no decorrer do tempo, dado que a quantidade
de cobre aplicada nestes materiais é muito menor
que nas ligas de cobre sólido.
Keevil sugere que a conveniência em
considerar o uso do cobre em superfícies comuns de
contato, tais como maçanetas, corrimãos, pias,
entre outras, para evitar a contaminação cruzada.
Os serviços públicos de saúde são
ótimos para utilizar ligas de cobre nas superfícies
de contato, e assim, contribuir para o controle da disseminação
da infecção.
Estes estudos foram patrocinados pela Associação
de Desenvolvimento do Cobre nos Estados Unidos e pela Associação
Internacional do Cobre (ICA).