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O Cobre e os seus efeitos terapêuticos na terceira idade Diversos estudos sustentam a idéia de que aumentar
a ingestão de cobre pode reduzir as taxas da osteoporose pós-menopausa.
É freqüente observar que os adultos da terceira idade reduzirem a ingestão de alimentos na dieta habitual, comprometendo a sua saúde em virtude do uso de múltiplas medicações e do aumento da perda de minérios, característica normal da idade. Estudos recentes que estão sendo realizados procuram estabelecer qual é o papel do cobre na saúde desta população. Pesquisas são realizadas com o objetivo de determinar o seu potencial valor terapêutico.

Cobre e osteoporose

A osteoporose é uma das principais causas de invalidez na população mais velha do planeta, particularmente nas mulheres. Em homens e mulheres, depois de transcorridos 10 anos da menopausa, a nutrição tem um papel crucial nas taxas de perda óssea.

A osteoporose, cujo significado literal é “osso poroso”, é uma doença em que se perde massa óssea paulatinamente ; o osso torna-se cada vez mais poroso e frágil, diminuindo a resistência às batidas e aumentando o risco de fraturas, principalmente na idade adulta. As pessoas mais propensas a sofrer esta doença são aquelas que apresentam os seguintes fatores de risco: ser de raça branca ou asiática, possuir histórico familiar de osteoporose, consumo excessivo de álcool ou de fumo, vida sedentária com pouca atividade física, consumo prolongado de determinados fármacos como corticóides, heparina ou diuréticos, e padecer de algumas doenças como diabetes, artrite reumatoidea, intolerância à lactose, alterações renais ou a doença de Cushing, dentre outras.

Segundo dados mundiais, 1 de cada 3 mulheres e 1 de cada 9 homens tem o risco de sofrer fraturas por causa desta doença, que pode ser prevenida com adequada atividade física e alimentação cuidadosa. O nutriente mais importante identificado até hoje é o cálcio, que é ingerido constantemente como suplemento, juntamente com a vitamina D. Porém, aparentemente, o cobre também é considerado um elemento chave na saúde do esqueleto e a evidência é de sua necessidade é crescente, demonstrando que a carência marginal do cobre está relacionada com a osteoporose.

Estudos demonstram que os níveis de cobre em amostras de sangue de adultos com fraturas nos ossos são significativamente mais baixos que aqueles grupos de controle de idade similar.

As mulheres pós-menopausa , cujas dietas contêm ingestão importante de cobre, tiveram melhor densidade mineral nos ossos que aquelas com menor ingestão na dieta, inclusive quando a ingestão de cálcio foi similar em ambos os grupos. Mais ainda, a baixa ingestão de cobre durante um período de seis semanas aumentou significativamente a taxa de reabsorção óssea – um indicador precoce de aumento de reconstituição de ossos em homens adultos entre 20 e 59 anos.

Diversos estudos suportam a idéia de que aumentar a ingestão de cobre pode reduzir as taxas de osteoporose pós-menopausa. Por exemplo, um dos estudos mostrou que um suplemento de cobre com 3 mg adicionais por dia durante três anos em mulheres dentre 45 e 56 anos diminuiu a perda de densidade mineral do osso da espinha lombar.

No Chile: segundo afirmações do doutor Manuel Olivares, do INTA, existe um estudo (Rodriguez JP, Ríos S, González M. Modulation of the proliferation and differentiation of human mesenchymal stem cells by copper. J Cell Biochem. 2002;85(1):92-100.) realizado na área básica, elaborado na instituição acima, em que fica comprovado que o cobre é importante para a produção de osso.

A ingestão dietética daquelas mulheres foi ao redor de 1 mg por dia. Outro estudo revelou que uma mistura de minérios, incluindo cobre, manganês e zinco, ingeridos juntamente com cálcio durante dois anos, aumentaram a densidade mineral do osso em 1.48% comparado com uma perda de 1.25% de um grupo que só recebeu cálcio e uma perda de 3.53% naquelas mulheres que receberam placebo.

Destas descobertas resultam perguntas importantes a respeito do possível papel terapêutico do cobre na osteoporose. O papel do cobre pode ser particularmente relevante, dado que a administração de cálcio só pode acentuar o problema de níveis reduzidos de cobre pelo fato de afetar a retenção do mesmo.

 
 
 
 
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