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Crises
de saúde, rugas e até a poderosa Missão
Espacial da NASA têm em comum o uso de um produto:
o óxido de cobre, um poderoso agente antimicrobiano
que está sendo utilizado nos mais diversos tipos
de vestimentas para deter a propagação
de ácaros, bactérias e fungos. |
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O cobre poderia ajudar na melhoria de uma
crise de saúde disseminada no mundo inteiro, produzida
principalmente pelo inaceitável número de
pacientes que morrem ou adquirem feridas permanentes por
causa de infecções hospitalares. Dos 2 milhões
de pacientes que contraem infecções em hospitais
norte-americanos anualmente, no mínimo cem mil morrem
em consequência deste problema. O Reino Unido, a Irlanda
e outras localidades estão vivenciando a mesma crise.
Recentemente comprovou-se que os lençóis
que estão em contato direto com a pele dos pacientes
e a sua flora bacteriana são fontes de infecções.
Por isso a Cupron (uma pequena empresa com sede na Carolina
do Norte) está desenvolvendo tecidos e outros materiais
usando uma tecnologia patenteada com um ingrediente poderosamente
antimicrobiano: óxido de cobre.
Lençóis, capas para travesseiros,
roupas de cama, meias e cortinas fabricados com tecidos
impregnados com este óxido podem reduzir a elevada
taxa de infecções mortais produzidas por bactérias,
fungos e micróbios. A companhia planeja também
oferecer luvas de látex da mesma tecnologia para
o pessoal que trabalha nas salas de cirurgia. “O nosso
produto é o único com características
antibacteriana, antifúngica e antiviral aceito pela
NASA e estamos envolvidos em alguns aspectos do processo
da Missão Espacial”, conta Jeff Gabbay, inventor
da tecnologia.
A partir de uma intensa pesquisa da Cupron
e de estudos publicados, o óxido de cobre demonstrou
diminuir drasticamente a vida dos germes, vírus,
fungos e ácaros do pó, inibindo a sua reprodução.
“É uma vantagem, pois não há
mutações perigosas que possam sobreviver ao
contato do óxido de cobre”, explica Gabbay.
Ajuda para os diabéticos
A empresa está trabalhando com a
corporação Renfro, um dos maiores fabricantes
de meias dos Estados Unidos, para oferecer produtos contendo
óxido de cobre e assim ajudar os diabéticos
tipo 2 (130 milhões no mundo) que podem desenvolver
infecções nos pés que, se não
tratadas apropriadamente, podem ter graves conseqüências.
Espera-se que as meias com solas tecidas
com fibras tratadas para a prevenção do pé
de atleta sejam lançadas ao mercado ainda este ano.
E, como os soldados em combate não podem trocar as
suas meias, aquelas com óxido de cobre poderiam ajudar
a evitar o tão temido “pé-de-trincheira”.
Cerca de 15 a 20% da população
sofre de “tinea pedis”. Embora essa infecção
(provocada por fungos) não seja perigosa, pode causar
desconforto, ser resistente a determinados tratamentos e
atingir outras partes do corpo, além de ser contagiosa.
Os pés afetados podem ser infestados secundariamente
por bactérias. “Descobrimos que as meias com
cobre podem ser úteis no tratamento desta doença.
Houve uma melhoria significativa, estatisticamente falando,
em 56 pacientes tratados, sendo 40% destes diabéticos.
Esta pesquisa incluiu eritema, queimaduras, coceira, edema,
erupções, fissuras e mau cheiro”, informa
Gadi Borkow, virologista da Cupron.
As luvas de trabalho com óxido de
cobre utilizadas no preparo de alimentos poderiam ajudar
a controlar a propagação de elementos patogênicos
danosos. Estas luvas poderiam ainda ser reforçadas
com fibras de metal para a prevenção de cortes
nas pessoas que usam facas afiadas, como os trabalhadores
dos abatedouros.
Combatendo alergias
A asma e as alergias são problemas
de saúde comuns a todas as pessoas. Estima-se que
15% da população geral sofre um ou mais transtornos
alérgicos, sendo a rinite o mais usual. Isso afeta
um número aproximado de 20 a 40 milhões de
pessoas só nos Estados Unidos. Da mesma forma, cerca
de 15 milhões de norte-americanos têm asma,
incluindo quase cinco milhões de crianças.
Gabbay explica que os produtos fabricados
com tecidos tratados pela Cupron, tais como cobertores e
colchões, podem prevenir a propagação
de pequenos ácaros que causam estes problemas. A
empresa também está desenvolvendo plástico
sólido contendo óxido de cobre para aplicações
como as maçanetas dos carrinhos de supermercado.