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O
potencial de geração energética
das ondas do mar foi testado em abril deste ano quando
a companhia irlandesa Finavera Renewables Inc. instalou
uma bóia experimental no mar em Oregon (Estados
Unidos). A expectativa é que a experiência
possa aprovar um projeto de geração elétrica
de maior magnitude na costa de Bandon, região
sul do Estado. |
A Comissão Federal Reguladora de
Energia Elétrica dos Estados Unidos aprovou o teste
como o primeiro da sua classe, permitindo que a Finavera
inicie a análise econômica e de impacto ambiental
do seu sistema de bóias para a obtenção
de energia das ondas.
A companhia, que também está
desenvolvendo projetos semelhantes em Portugal, na África
do Sul e no Canadá, trabalha com vários pesquisadores
da Universidade do Estado de Oregon para desenvolver o que
denominam “dispositivos de energia de ondas de AquaBuOY”.
Se tudo der certo, pretende-se construir um projeto na costa
de Bandon, que poderia ter uma capacidade de geração
de 100 megawatts, suficiente para fornecer energia a 15
mil residências da região.
Os planos ainda são preliminares
e o projeto abrange uma área de 2 a 3 milhas quadradas.
Ainda falta determinar se a eletricidade gerada será
mais barata que a energia utilizada atualmente, mas os pesquisadores
estão trabalhando para melhorar a eficiência
das bóias que impulsionam o movimento das ondas para
movimentar as bobinas de fio de cobre em um campo magnético
que gera eletricidade.
Os engenheiros afirmam que as poderosas
ondas da costa de Oregon são ideais para testar o
conceito. Os cientistas da Universidade do Estado de Oregon
calculam que apenas 0.2% desta energia que ainda não
é aproveitada poderia solucionar as necessidades
de energia do planeta inteiro.
“Apesar do seu potencial de fornecer
uma fonte renovável de eletricidade, os projetos
de energia de ondas nos Estados Unidos estão longe
de fornecer energia comercial”, disse Roger Bedard,
do Instituto de Pesquisa de Energia Elétrica em Palo
Alto, Califórnia.
A licença federal outorga à
Finavera o prazo de um ano para propor estudos que cumpram
com as complexas regulamentações dos Estados
Unidos. O passo principal será instalar só
bóia em Newport, a 122 milhas ao norte da costa Bandon.
“A companhia pode esperar um ano para
a aprovação de uma série de estudos
ambientais e econômicos, dois anos para a sua realização,
e posteriormente a Comissão Federal de Regulamentação
de Energia (FERC) pode levar até dois anos para calcular
a aplicação para a Finavera implantar a rede
de bóias”, explica Roger Bedard, representante
do Instituto de Pesquisa de Energia Elétrica. “Levará
outro ano para conseguir o hardware para a água.
Estamos falando de sete anos para sua introdução”,
complementa.
Bedard defende um processo mais rápido
para o licenciamento para a obtenção de energia
do oceano. “Para mim é a opção
correta para o nosso país, já que podemos
obter uma energia renovável e limpa”, acrescenta.
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