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Mediante indução, a eletricidade passa através de uma bobina de cobre com ímãs em sua parte traseira, mas o espiral de cobre não aquece. Somente as chapas de cozimento cobertas pelas panelas adquirem calor. |
É uma das aplicações mais interessantes nas cozinhas nos últimos tempos. O sistema de indução em vitrocerâmica aquece somente a panela ou frigideira que está sendo usada. O mecanismo é muito rápido, praticamente se demora o mesmo tempo que se levaria para cozinhar algo a gás. Os chefes profissionais adoram o sistema, e atualmente os fabricantes de eletrodomésticos estão apostando que as donas de casa também vão adorar. Ainda que possa parecer algo impossível à primeira vista, é ciência básica.
Como funciona o fogão de indução?
Quando cozinhamos em um fogão a gás, uma chama aberta aquece a panela e a comida que está em seu interior. Quando usamos um fogão com espiral elétrico ou uma vitrocerâmica radiante, a resistência elétrica gera calor em uma superfície, o qual é transferido à panela e, posteriormente, à comida. Grande parte deste calor é perdido no processo, em qualquer dos dois sistemas; se aquece a vitrocerâmica e se aquece o espaço da cozinha.
Com a vitrocerâmica de indução, a eletricidade passa através de uma bobina de cobre com ímãs em sua parte traseira, e isto gera um campo eletromagnético.
Quando uma frigideira está neste campo magnético, nesse caso na vitrocerâmica, suas moléculas de ferro reagem e começam a se mover muito rápido, cerca de 20.000 a 50.000 vezes por segundo, e isso cria fricção. A bobina de cobre não aquece a si mesma, por outro lado, a frigideira se transforma na fonte de calor que cozinha a comida. Somente a parte de vitrocerâmica coberta pela frigideira aquece. Sem frigideira não há calor.
A vitrocerâmica nunca brilha com vermelho forte como una vitrocerâmica elétrica faria. Ela fica morna da mesma forma que uma xícara quando tomamos café quente. A vitrocerâmica começa a esfriar assim que a frigideira é removida do campo magnético ou quando este é apagado.
Prós e contras
Aquecimento mais rápido. Segundo os diversos experimentos, se calcula que 4 litros e meio de água fervem em 8 minutos e meio em uma vitrocerâmica de indução, comparados com os 12 minutos que uma vitrocerâmica radiante demoraria e os 12 minutos e pouco que uma a gás tardaria. Os consumidores indicam que as superfícies de indução “são as vitrocerâmicas mais rápidas para aquecer que eles experimentaram”
Preciso controle da temperatura. Pode manter uma temperatura para cozinhar em fogo baixo ou para derreter algo.
Economia de energia. Basicamente a possibilidade de poder cozinhar mais rápido e, por outro lado, não aquecer todo o espaço com uma superfície muito quente. Calcula-se que o fogão à indução usa 90% da energia produzida, em comparação com 55% que utiliza o fogão à gás e 65% que usam os fogões elétricos. E já que a vitrocerâmica se mantém fria, as superfícies não se queimam.
O pontos negativos
Devemos usar panelas e frigideiras elaborados de metal magnético, tais como o aço ou o ferro fundido.
Custos. As vitrocerâmicas de indução custam duas vezes mais do que as elétricas ou a gás.
Um fato curioso
A demonstração do cubo de gelo: um cubo de gelo dentro de uma frigideira em uma superfície de indução se derrete e evapora, por outro lado, um cubo colocado diretamente sobre a superfície, permanece congelado. Isto demonstra que o calor é gerado no fundo da frigideira, não na vitrocerâmica.
Fonte: http://www.tampabay.com/features/homeandgarden/article737406.ece