Energia elétrica
A energia chega aos nossos lares por meio da união
dos sistemas da rede pública de distribuição
e da nossa própria instalação elétrica.
Esta conexão elétrica é feita por condutores
elétricos de cobre.
Desta união, a energia elétrica entra no
quadro de distribuição, onde se concentram
as proteções elétricas que preservam
e controlam a energia que irá a cada ponto de consumo,
garantindo segurança às pessoas e aos seus
bens.
Os condutores elétricos apresentam uma certa capacidade
de fornecimento de energia que, quando ultrapassada pelo
excesso de consumo, gera uma sobrecarga. Assim, torna-se
necessário redimensionar o diâmetro dos condutores
de cobre.
Energia eólica
O vento é abundante em todo mundo e pode ser usado
para gerar uma parte importante da eletricidade. A energia
eólica experimentou um crescimento de 25% anual na
última década, seguido pelo da energia solar,
com 20%.
Os parques eólicos estão se desenvolvendo
cada vez mais no mundo porque geram energia de forma harmônica
com o meio ambiente. O cobre está presente em todos
os componentes deste processo, do gerador até o transformador,
incluindo o rotor e os cabos. A boa condutibilidade elétrica
do metal melhora muito a eficácia energética
do processo.
Energia solar
Além de ser uma alternativa ambientalmente correta,
o aquecimento de água e a produção
de eletricidade mediante energia solar se converteram em
tecnologias economicamente atrativas e altamente competitivas.
O cobre, com suas propriedades físicas, participa
de todo o processo de coletar energia solar, desde a construção
dos coletores que captam e transferem a energia, até
todo o sistema de condução de fluidos a altas
temperaturas, graças a sua capacidade de manter ótimas
condições de higiene pela ação
bactericida dos encanamentos de cobre, entre outros fatores.
Da energia solar pode se obter calor (mediante coletores
térmicos) e eletricidade (por meio de módulos
fotovoltaicos). O coletor solar é composto por dois
encanamentos de cobre unidos entre si por canais paralelos
de menor diâmetro (também em cobre). Estes
últimos levam aletas de cobre que transmitem o calor
para o tubo, pelo qual circula um fluido (normalmente água)
que o transporta.
Para conseguir um maior rendimento, todo o conjunto se
apóia sobre uma lâmina de cobre enegrecida,
que atua como coletor da energia e é introduzido
em uma caixa, com um cristal na parte superior e um isolamento
na parte inferior, o que diminui a perda de energia para
o exterior.
Centrais solares
A energia solar é aproveitada de duas formas: a
térmica e a fotovoltaica. A térmica transforma
a energia procedente do sol em energia calorífica.
A fotovoltaica converte diretamente a energia solar em energia
elétrica, mediante o efeito fotovoltaico.
Os sistemas solares mais importantes baseados na via térmica
são os chamados “de alta temperatura”.
As centrais deste tipo mais propagadas são as termoelétricas
de receptor central. Estas constam de uma ampla superfície
de helióstatos, ou seja, de grandes espelhos sustentados
por suportes, que refletem a radiação solar
e a concentra em um pequeno ponto receptor, que habitualmente
está instalado em uma torre.
Os raios solares são concentrados e refletidos sobre
a caldeira que se encontra na torre. Nela, o calor da radiação
solar é absorvido por um fluido térmico (água,
ar, sais fundidos) que é conduzido por meio de um
circuito primário para um gerador de vapor. Nele
troca calor e vaporiza um segundo fluido que circula por
um circuito secundário (água), que aciona
as palhetas do grupo turbina - alternador para gerar energia
elétrica.
O fluido do circuito secundário é posteriormente
condensado para repetir o ciclo. O fluido do circuito primário
volta para a caldeira e repete também o ciclo. O
helióstato move-se seguindo a ordem de um controlador
central para que em todo momento se encontre na posição
correta para captar a radiação solar.
Entre as instalações solares de alta temperatura
cabe citar também as centrais solares em discos parabólicos.
Nelas, a figura geométrica das superfícies
refletivas é a de um parabolóide de revolução.
Nos sistemas solares a luz transporta energia em forma
de um fluxo de fótons. Quando estes incidem em determinado
tipo de matéria (semicondutores) e sob certas condições,
a energia luminosa se converte em elétrica.
No caso das centrais eólico-solares, a radiação
incide sobre uma cobertura que esquenta o ar contido em
seu interior mediante o efeito estufa. O ar quente pesa
menos que o frio e tende a subir, dirigindo-se para uma
chaminé de condução em cujo interior
se encontra alojada uma turbina que está associada
a um gerador de corrente elétrica.
Transformação natural da energia
solar
A coleta natural de energia solar ocorre na atmosfera,
nos oceanos e nas plantas da Terra. As interações
da energia do Sol, dos oceanos e da atmosfera produzem ventos,
utilizados durante séculos para girar os moinhos.
Os sistemas modernos de energia eólica utilizam hélices
fortes, rápidas, resistentes à intempérie
e com desenho aerodinâmico que, quando se unem a geradores,
produzem eletricidade para usos locais e especializados
ou para alimentar a rede elétrica de uma região
ou comunidade.
Quase 30% da energia solar que alcança a superfície
exterior da atmosfera é consumida no ciclo da água,
que produz a chuva e a energia potencial das correntes das
montanhas e dos rios. A energia que estas águas em
movimento geram ao passar pelas turbinas modernas chama-se
energia hidrelétrica.
Os oceanos representam um tipo natural de coleta de energia
solar. Como resultado de sua absorção são
geradas variações de temperatura. Quando há
grandes massas a diferentes temperaturas, os princípios
termodinâmicos predizem que se pode criar um ciclo
gerador de energia que extrai energia da massa com maior
temperatura, e transferem uma quantidade à massa
com temperatura menor. A diferença entre estas energias
se manifesta como energia mecânica, ao mover uma turbina
que pode conectar-se a um gerador para produzir eletricidade.
Estes sistemas, chamados sistemas de conversão de
energia térmica oceânica (CETO), requerem enormes
trocadores de energia e outros aparelhos no oceano para
produzir potências da ordem de megawatt.