Mitigação da mudança
climática
Durante os últimos anos se pôs muita atenção
ao aquecimento global e aos gases de efeito estufa. A preocupação
pelo aquecimento global levou aos governos de todo o mundo
a negociar o Tratado sobre a Mudança Climática
do Kyoto, que exige que as maiores economias do mundo diminuam
suas emissões globais de seis gases de efeito estufa.
A meta da União Européia é reduzir
suas emissões em 8% em relação aos
níveis de 1990; a meta dos Estados Unidos é
de 7% e do Japão, 6%.
Muitos peritos acreditam que a forma mais efetiva em relação
a custos para reduzir as emissões de gases de efeito
estufa é através de uma maior eficiência
energética. Mesmo assim, os consumidores freqüentemente
compram produtos que não são eficientes quanto
a energia. Os que favorecem a eficiência energética
pensam que os produtos energeticamente eficientes podem
simultaneamente conservar a energia e ser economicamente
lucrativos.
O cobre reduz os gases de efeito estufa
O cobre poderia ter uma função preponderante
para fazer que as nações do mundo sejam mais
eficientes energeticamente. Ao utilizar cobre em vez de
materiais com menor eficiência energética,
utiliza-se mais da energia gerada para capturar os benefícios
dos produtos que utilizamos. A maior eficiência elétrica
reduz a demanda elétrica, o que por sua vez reduz
o consumo de combustíveis fósseis. Um menor
consumo de combustíveis fósseis significa
menos emissões de gases de efeito estufa, o que a
sua vez reduz o impacto da sociedade sobre a mudança
climática (por exemplo, no aquecimento global).
A indústria do cobre está procurando programas
para reduzir a demanda de energia de maneira que se beneficie
o ambiente e não se atinja negativamente o padrão
de vida. Estes programas, que operam sem o uso de mandatos
governamentais, confiam nas forças do mercado e nas
novas tecnologias para nos levar a um futuro melhor.
A iniciativa do ar condicionado e refrigeração
Nos Estados Unidos nasceu uma nova iniciativa conhecida
como “A Iniciativa do Ar-condicionado e Refrigeração”,
a que trata melhorar a eficiência dos aparelhos de
ar condicionado e refrigeração e também
provê aos consumidores uma maior capacidade e flexibilidade
nos aparelhos. devido à ampla presença dos
sistemas de ar condicionado e refrigeração,
este programa tem um potencial significativo para reduzir
as emissões de gás de efeito estufa.
O programa de bombas de calor reduz os gases de
efeito estufa
Nos Estados Unidos também contam com um programa
de bombas de calor que demonstra como estas bombas de fonte
direta podem aproveitar o fato de que, enquanto a temperatura
sobre o chão varia em função da temporada
e o clima, a temperatura a vários pés sob
o terreno é relativamente constante. Este diferencial
de temperatura pode permitir diminuir os custos de calefação
e esfriamento, em alguns casos até em 80%, com reduções
comparáveis nas emissões de gases de efeito
estufa.
Programa de eficiência de energia elétrica
Existe um programa de eficiência de energia elétrica
na América do Norte que compara o maior custo dos
motores eficientes e os sistemas de entrega elétrica
com os menores custos de utilizar sistemas mais eficientes.
Esta informação ajuda a determinar quando
tem sentido econômico converter a sistemas de motores
e entrega elétrica mais eficientes.
O programa de rotor de motores pode reduzir as plantas
de potência
Nos Estados Unidos se está financiando um programa
de rotor de motores que está desenvolvendo uma nova
tecnologia para permitir usar cobre em vez do alumínio,
menos eficiente, nos rotores dos motores. Substituir o alumínio
por cobre nos rotores dos motores oferece substanciais aumentos
na eficiência energética. O programa de rotor
de motores tem o potencial para eliminar a necessidade de
até 3,5 plantas de potência de 600 MW nos Estados
Unidos. Seu impacto positivo a nível global seria
ainda maior, já que as plantas de potência
produzem gases que são responsáveis pelo aquecimento
global.
Veículos elétricos que reduzem os gases de
efeito estufa
Os veículos elétricos terão um grande
impacto na infra-estrutura de fornecimento de energia e
oferecerão enormes reduções nas emissões
de gás de efeito estufa, porque utilizam a energia
em uma forma muito mais eficiente que os motores de combustão
interna.
Cobre reciclável
Desde tempos pré-históricos, o cobre foi
um dos materiais mais valiosos e mais reciclados da sociedade.
Devido a seu alto valor intrínseco e sua fácil
reciclagem, o cobre é o material renovável
por excelência. Ao contrário da maioria dos
outros materiais, o cobre pode reutilizar-se uma e outra
vez. Virtualmente não há limites para a quantidade
de vezes que o cobre pode ser reciclado em novos produtos.
Não importa com que freqüência se recicla
o cobre, ao refinar-se, sempre manterá suas propriedades
benéficas sem perda de qualidade. De fato, não
existe diferença alguma entre o cobre reciclado e
o metal primário. O cobre é valorado por sua
durabilidade, maleabilidade (capacidade de ser moldado),
condutibilidade elétrica e térmica, resistência
à corrosão, e excelentes características
tanto de liga como antimicrobianas.
A reciclagem é um segmento vital e crescente da
oferta total de cobre. De fato, estima-se que até
40% da demanda mundial anual de cobre é satisfeita
com cobre reciclado. Enquanto os restringidos ciclos de
vida dos produtos continuam diminuindo os resíduos
na fabricação de produtos, a tonelagem de
cobre reciclado continuará aumentando.
| Uso
Mundial Estimado de Cobre Refinado e Reciclado |
| |
Fonte: Relatório
Ambiental Outokumpu, 2000, p17 |
| |
Ano |
Toneladas
de Cobre Refinado |
Toneladas
de Cobre Reciclado |
| |
1949 |
3,0 milhões |
1,8
milhões |
| |
1959 |
4,0 milhões |
2,5
milhões |
| |
1969 |
7,5 milhões |
5,0
milhões |
| |
1979 |
10,0 milhões |
5,8
milhões |
| |
1989 |
11,0 milhões |
6,5
milhões |
| |
1999 |
14,5 milhões |
7,5
milhões |
O cobre tem o histórico de reciclagem mais extensa
entre os materiais conhecidos para a civilização.
Estima-se que 80% de todo o cobre extraído durante
os últimos 10 mil anos ainda está em uso na
atualidade. Em tempos de guerra, os sinos das Iglesias,
moedas e outros artefatos elaborados de cobre se fundiam
para fabricar canhões, balas e outras armas. Em tempos
de paz, estas armas se voltaram a fundir para produzir bens
de consumo e insumos industriais vitais. Na atualidade,
a fonte mais importante de cobre reciclado provém
de produtos que finalizaram seu ciclo de vida funcional.
Entre eles se encontram os resíduos de construção
(instalações de encanamentos, gás,
calefação ou cabos elétricos), e aparelhos
elétricos (desde computadores até celulares,
incluindo motores).
As placas exteriores do famoso “Colosso de Roda”
na Antiga Grécia se fizeram em cobre. Quando a estátua
foi destruída, seu cobre se reciclou, provavelmente
numerosas vezes ao longo das diferentes eras. A eletrônica
de cobre em seu computador portátil pôde se
ter usado 5 mil anos atrás para confeccionar belíssimos
ornamentos para um rei egípcio. As moedas de cobre
em seu bolso puderam ter se usado faz 500 anos para fabricar
canhões para a Armada Espanhola. E os artefatos sanitários
de cobre baixo sua máquina de lavar pratos puderam
ter se usado para fabricar ferramentas na Idade de Bronze,
sinos de igreja no Renascimento, ou arame elétricos
em um edifício que foi demolido justo no ano passado