Propriedades antimicrobianas
do cobre:
Um leque de possibilidades em benefício do ser humano
• As propriedades antimicrobianas do metal vermelho
podem favorecer vastos aspectos da vida. Da economia, a
saúde a grande escala, até a agricultura e
o comércio.
Antes que se reconhecesse que os microorganismos existiam,
os cidadãos do antigo Império Romano usavam
o cobre para melhorar a higiene pública. Eles perceberam
que a água transportada através deste material
era segura de beber e que os utensílios de cobre
para cozinhar ajudavam a prevenir doenças.
Muito depois, quando foram descobertos os micróbios
e a teoria dos gérmenes das infecções
foi relacionada com as bactérias e outros microorganismos
com infecções e doenças. Nessa época
os cientistas começaram a entender como a propriedade
antimicrobiana do cobre podia ser utilizada para prover
benefícios adicionais. Hoje em dia os usos antimicrobianos
do cobre se expandiram até incluir fungicidas, remédios
antimicrobianos, produtos de higiene oral, aparelhos médicos
higiênicos, anti-sépticos e uma grande quantidade
de aplicações úteis.
Nos edifícios modernos de hoje, a presença
de microorganismos na calefação, ventilação
e sistemas de ar condicionado (HVAC) representa aproximadamente
60% de todas as situações de “edifícios
doentes”. Isto gerou preocupação pela
exposição a micróbios e uma imensa
necessidade de melhorar as condições higiênicas
de tais sistemas.
Usar o cobre, que é antimicrobiano, em vez de materiais
inertes biologicamente, em tubos trocadores de ar, filtros
e ductos, recomenda-se como um meio viável, efetivo
e eficiente em custos para ajudar a controlar o crescimento
de húmus, bactérias, parasitas e fungos que
se multiplicam nestes escuros e úmidos componentes
de sistemas do HVAC.
A eficácia do cobre para inibir a multiplicação
de microorganismos patogênicos em conjunção
com os numerosos atributos em engenharia em sistemas do
HVAC é um exemplo preciso para considerar as propriedades
antimicrobianas do cobre nos componentes do HVAC.
Definições das propriedades antimicrobianas
do cobre
Bacteriostático/ Fungiestático: Um agente
“estático” inibe o crescimento microbiano
limitando o crescimento de bactérias e fungos patogênicos
e além disso, pode ser inativado.
Antimicrobiano: Uma substância “antimicrobiana”
química e física pode prevenir o crescimento
microbiano já seja por ação estática
ou pela morte dos micróbios.
Bactericida/Fungicida: Um agente estático, já
seja que danifica um microorganismo em baixas concentrações
e/ou reduz o tempo de contato pelo que cessa sua função
normal. Como agente danifica um microorganismo sub letalmente,
a total inativação é funcionalmente
equivalente a matar o organismo (0% de sobrevivência)
Sanitização: A sanitização é
a eliminação de microorganismos patogênicos
de objetos públicos ou superfícies, o que
leva a melhorar a higiene.
Superfície higiênica: Uma superfície
higiênica dificulta ou inibe a multiplicação
microbiana e pode inativar totalmente a certos microorganismos
patogênicos.
Desinfecção: A desinfecção é
o processo de redução do número de
organismos patogênicos em objetos ou em materiais
para que não sejam uma ameaça de doença.
Sob as condições indicadas, o cobre demonstrou
ser uma substância antimicrobiana, que funciona como
agente estático com uma eficácia ou taxa dependente
das condições do ambiente, a concentração
de íons de cobre e o tipo de microorganismos. De
fato, muitas espécies de bactérias daninhas,
mofo, algas e fungos são inativado, e outros têm
uma taxa de 0% de sobrevivência. Esta propriedade
apóia o uso de cobre como superfície higiênica.
Micróbios que são inativado pelo cobre
A literatura científica cita a eficácia do
cobre para deixar inativos muitos tipos de micróbios
entre os que se incluem: a) fungos: Actinomucor elegans,
Aspergillus Níger, Penicillium chrysogenum, Rhizopus
niveus; b) bactérias: Campylobacter jejuni, Proteus,
Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Streptococcus grupo
D, e Pseudomonas aeruginosa. Bacterium linens, Bacillus
megaterium, Bacillus subtilis, Brevibacterium erythrogenes
Tubercle bacillus, Achromobacter fischeri, Photobacterium
phosphoreum; c) leveduras: Candida utilis, Candida albicans,
Saccharomyces mandshuricus, Saccharomyces cerevisiae, Torulopsis
utilis, Paramecium caudatum,y e) vírus: Poliovirus,
rotavirus
Aplicações atuais do cobre na higiene
Agricultura: O uso mais extensivo do cobre se encontra na
formulação de fungicidas, seu emprego começou,
por acidente aproximadamente no ano 1700, com o descobrimento
de que pondo as sementes de grão de molho em sulfato
de cobre inibiam o crescimento de fungos que alteravam as
sementes. Pouco depois, o macerar as sementes em soluções
de cobre se converteu em uma prática comum no campo
para controlar o cheiro de desperdícios podres do
trigo o que era endêmico em qualquer parte que este
crescesse.
Hoje em dia, devido às aplicações
de sulfato de cobre, esta doença das sementes já
não significa um problema econômico. devido
a suas propriedades fungicidas e bactericidas, o sulfato
de cobre foi usado além disso nos campos como desinfetante
contra a putrefação de sementes armazenadas
e a prevenção de certas doenças animais,
como a putrefação de pés de gado e
ovelhas.
Ferraduras dos cavalos: quem está familiarizado com
o mundo dos cavalos, e em conseqüência das ferraduras,
sabem que um problema que afeta aos eqüinos é
a proliferação de fungos que corrói
seus cascos e, sua mobilidade e vida útil.
Uma investigação multidisciplinar desenvolvida
no Chile demonstrou uma nova oportunidade de mercado para
a indústria cuprífera nacional. Os resultados
preliminares do estudo desenvolvido por investigadores do
INTA da Universidade do Chile e financiado pelo Procobre
mostraram antecedentes favoráveis da substituição
do ferro por cobre nas ferraduras de cavalos.
Para o médico veterinário da Universidade
do Chile, Mario Cunha Bravo, a pesquisa se divide em dois
aspectos. Em primeiro lugar, "na implementação
da ferragem com Cobre que tenha a menor vibração
possível, pois esta, a vibração, na
medida que se transmite para cima dos cascos implica um
traumatismo de baixa intensidade, mas repetitivo no tempo.
Ao usar cobre, que tem a característica de absorção
de impacto conhecido como shock absolut, permite pensar
em menores efeitos de vibração".
Outro aspecto que se relaciona com o cavalo, é que
está sempre parado sobre esfregão de lã
ou palha umedecida com suas próprias emissões
orgânicas, sejam matéria-fecal ou urina, o
que facilita a putrefação dos cascos por efeito
dos microorganismos. Ao empregar a ferradura de cobre, esta
reage por si só e produz sais de cobre, que são
muito úteis para inibir a putrefação
do casco derivada da ação de microorganismos,
sejam bactérias ou fungos, com os quais está
permanentemente em contato.
Biotecnologia: O cobre contou de longa data com a aprovação
da indústria da biotecnologia. Microbiólogos
e cientistas celulares confiaram em incubadores com paredes
de cobre para resistir o crescimento de micróbios,
particularmente o crescimento de fungos, e para resistir
a contaminação de linhas celulares sensíveis
de humanos e animais quando estão sendo cultivados
em incubadores umidificados de laboratório.
Formulações higiênicas para instrumentos
médicos: Enquanto investigava materiais sensitivamente
higiênicos para a indústria de instrumental
médico, Sagripani (1992) descobriu que uma solução
de cloreto de cobre deixava inativo o Bacillus subtilis
com uma eficácia similar a um desinfetante ou a químicos
para esterilização usados tipicamente na indústria
de instrumental médico.
Produtos de consumo: Os produtos de consumo, fabricados
com cobre antimicrobiano, foram usados em ambientes de cozinha
durante anos. Os produtos para asseio fabricados com cobre
ajudam a prevenir a contaminação cruzada de
pratos e recipientes, além disso as máquinas
de lavar pratos feitas de cobre são muito comuns
em muitas regiões, especialmente no Japão.
Também é usado em produtos higiênicos
como agentes antiplaca bacteriana e creme dental.
Vale a pena mencionar um novo produto de cobre antimicrobiano
de alta tecnologia que prevêem o crescimento de bactérias
e algas em refrigeradores de uso comercial e em sistemas
de esfriamento industriais. A presença de algas e
bactérias pode comprometer a qualidade higiênica
dos cubos de gelo e do ar, o que é um problema comum
entre os hoteleiros, donos de restaurantes e em edifícios
onde se efetuam grandes convenções.