Segurança elétrica:
um tema por resolver na América Latina
• É importante educar em relação
à incorporação de padrões atualmente
em uso em países que privilegiam a qualidade, eficiência
e segurança, como é o caso da Europa e EUA.
As casas antigas não estão desenhadas para
agüentar a demanda elétrica de hoje em dia,
por isso é recomendável revisar o cabeamento
elétrico cada vinte anos, ou mais seguido se tiver
um uso intensivo. Como exemplo, atualmente usamos em nossos
lares um médio de seis vezes mais eletricidade da
que usávamos faz vinte e cinco anos, o que exige
com urgência que o cabeamento elétrico destes
se encontre em ótimas condições para
evitar falhas e sobrecargas que possam provocar incêndios
e lesões físicas.
Este cuidado muitas vezes implica trocar os circuitos nestas
edificações devido ao desgaste que com os
anos foi deteriorando os materiais.
O cobre foi se consolidando como um elemento chave para
a geração e distribuição elétrica,
devido a sua grande capacidade como condutor de energia,
por isso virou um aliado indispensável na hora de
prevenir acidentes elétricos. Assim, este metal,
motor econômico de nosso país, encontra-se
em todas as instalações elétricas do
mundo.
A International Copper Association (ICA) na América
Latina leva anos impulsionando uma campanha informativa
e de segurança que implica trabalhar em conjunto
com os organismos de cada país no referente à
segurança das instalações elétricas.
Conforme explica Miguel Riquelme, Diretor do ICA a América
Latina, “o objetivo é informar em relação
às ameaças e perigos de não renovar
cabos nos sistemas elétricos de edifícios
que têm mais de 20 anos de uso. A segurança
é o mais importante nas construções,
principalmente em casas que são mais antigas, mas
as que são novas podem beneficiar-se tremendamente
do melhor cabeamento. Ocorreram tantas mudanças nos
códigos elétricos, a tecnologia e a maneira
de viver nos últimos anos, que qualquer casa e inclusive
quarto que se esteja remodelando é um candidato para
um novo cabeamento”.
As remodelações dentro da moradia são
uma instância perfeita para inspecionar as instalações,
principalmente quando nela se acrescentam mais funções
elétricas. Tanto construtores como remodeladores
podem oferecer um maior nível de segurança
e satisfação a seus clientes constatando que
as instalações sejam revisadas e reparadas
por um instalador elétrico capacitado na norma de
instalações elétricas vigente, e reconhecido
pelas diversas Instâncias fiscalizadoras em áreas
de eletricidade.
Riquelme comenta que por exemplo no caso do Chile, o Censo
de 1992 em relação à capital chilena
apresentava 1.051.960 moradias. Em média se pode
afirmar que estas moradias eram de 67,2 metros quadrados,
e que contavam todas com eletricidade. Os condutores para
energizar estas casas –a razão de 142 gramas
por metro quadrado de moradia construída- permitem
estimar que o cobre que foi necessário empregar nelas
foi da ordem de 10.000 toneladas. “A grande maioria
deste milhão de moradias –de existir e estar
habitadas no ano 2002- estariam com instalações
elétricas deterioradas, já seja por envelhecimento
natural de seus isolamentos, já seja pelo crescimento
da demanda elétrica nelas devido à introdução
de novos equipamentos”.
O executivo destaca que os benefícios que se derivam
de uma adequada intervenção elétrica,
permite, entre outras coisas, distribuir sinais de vídeo
dentro da residência; interconectar os computadores
da casa com uma instalação elétrica
estruturada; escutar música em qualquer lugar através
de um sistema de áudio que abranja a casa toda; impedir
o passo de intrusos com o uso de sistemas eletrônicos
de segurança; desfrutar das conveniências de
ter uma casa automatizada e proteger-se dos aumentos e cortes
de energia e dos racionamentos de luz.
“Não só as moradias antigas ou em remodelação
devem ser revisadas. Há que fazer um esforço
para que as novas edificações incorporem em
sua construção os mais altos padrões
de qualidade e segurança em suas instalações
elétricas, como aquelas que regem na Europa e Estados
Unidos. Desta maneira as casas e edifícios não
só ficam preparados para um ótimo uso da eletricidade
no presente, mas também além disso ficam equipados
para resistir o aumento do uso da eletricidade que se prevê
para os próximos anos”, destacou.
| A
SITUAÇÃO NO MUNDO |
| |
País |
Número de edificações antigas (em
milhões) |
% de Instalações elétricas renovadas |
% de Instalações elétricas seguras |
| |
Reino
Unido |
22 |
5.3 |
0.44 |
| |
França |
28 |
3.5 |
0.35 |
| |
Holanda |
7 |
4.1 |
0.33 |
| |
Alemanha |
36 |
3.4 |
0.26 |
| |
Itália |
27 |
2.4 |
0.23 |
| |
Espanha |
17 |
1.5 |
0.15 |
| |
Hungria |
4 |
1.7 |
0.15 |
| |
Polônia |
13 |
2.0 |
0.13 |
| |
Média |
158 |
3.8 |
0.32 |
Principais Problemas nas Instalações
Elétricas
Sobrecargas: Ocorrem principalmente pela
utilização de muitos artefatos conectados
a uma mesma tomada elétrica, pelo uso de artefatos
de potência elevada em redes elétricas que
não estavam preparadas para esse uso e por improvisações
executadas por pessoal não qualificado
Falta de Manutenção: Assim
como um automóvel precisa ser revisado com certa
freqüência, as instalações elétricas
residenciais também requerem uma revisão pelo
menos cada 10 anos.
Extensões pelo Piso: Outra causa freqüente
de acidentes, estas devem ser eliminadas e em seu lugar
executar uma instalação definitiva.
Improvisações: Filtros de linhas
são os precursores de grandes tragédias.
Materiais e produtos com defeitos: Materiais
certificados sempre serão uma garantia de instalações
seguras.
Falta de Profissionalismo: Mesmo pessoas
idôneas são os precursores de grandes tragédias.
Ausência de dispositivos de proteção:
Muitos edifícios carecem de proteções
diferenciais (antichoque elétrico) ou também
deixam de lado o correto aterramento.
Dimensionamento: Alguns instaladores comentem
o erro de aumentar a capacidade dos disjuntores para mascarar
uma dimensão insuficiente dos cabos. Outros erros
comuns são a união de circuitos de iluminação
Painel de distribuição: Muitas
vezes não estão limpos, ou estão instalados
em lugares inapropriados (com pouca ventilação,
próximos a bujões de gás) ou apresentam
partes com materiais combustíveis (como madeira)
Estes são alguns conselhos a considerar
na hora de remodelar uma edificação:
1. Substituir o cabeamento inseguro que
têm as residências antigas para prevenir os
acidentes, a perda dessa propriedade e de vidas humanas.
2. Instalar novos interruptores de circuito
com terminal de terra, principalmente em áreas com
muita umidade como cozinhas, banheiros, garagens, etc.
3. Instalar novos interruptores de circuito
de arco falso para evitar incêndios devido aos arcos
de baixa voltagem.
4. Aumentar a capacidade de carga elétrica
da residência, acrescentando saídas elétricas
que se acomodem aos novos estilos de vida.
Projetos regionais na América Latina
O compromisso do ICA na América Latina é educar,
criar e colaborar em projetos de importância regional
que permitam diminuir a pobreza, impulsionar o desenvolvimento
econômico sustentável, melhorar a qualidade
de vida da população e reconhecer o cobre
como elemento essencial na vida humana.
O cobre trabalha silenciosamente detrás dos bastidores
para fazer nossas casas, escritórios e plantas manufatureiras
mais confortáveis, funcionais, seguras e eficientes
no uso da energia. Sua aparência atrativa e cálida
foi utilizada por décadas para realçar a arquitetura
e o desenho de edifícios, e se acha incorporado à
trama funcional dos edifícios tanto em forma de cabeamento
elétrico e encanamentos de água e gás,
como nos sistemas de calefação, ar condicionado
e energia solar.
Sua longa história de aplicações através
do curso da humanidade, continua com novos usos para este
prodigioso metal, sendo o setor de produtos para a construção
em seu conjunto o que utiliza anualmente mais cobre que
qualquer outro mercado para este metal multifuncional.