Copper Alliance

Pesquisa mercadológica sobre motores recondicionados no Brasil realizada pela PUC-RJ e ICA/Procobre

ESTUDO QUALITATIVO E QUANTITATIVO DE MERCADO E DAS PERDAS DE ENERGIA

Presença garantida na indústria, os motores elétricos são responsáveis por 25% de toda a energia consumida no país. Estes equipamentos são fabricados para uso em vários processos industriais, ventiladores, bombas hidráulicas, compressores de ar, elevadores, dentre outros tantos. Contudo, sua comercialização só pode ocorrer se os mesmos cumprirem os índices mínimos de eficiência definidos pela Portaria INMETRO/MDIC, N488 de 08/12/2010, garantindo o seu perfeito funcionamento e o gasto energético adequado.

Por ser um elemento crítico dentro da cadeia industrial, o motor elétrico precisa cumprir seu papel de qualidade e eficiência, porém o que se observa é que o recondicionamento destes motores se tornou um problema que vem crescendo há um bom tempo.

Com o intuito de procurar soluções para este problema, foi criado no âmbito do CGIEE (Ministério das Minas e Energia), um Grupo de Trabalho que também tem como objetivo estimular políticas públicas para a eficiência dos motores recondicionados.

A questão da baixíssima qualidade dos motores recondicionados vem se agravando e, novamente, o Procobre em parceria com a PUC-RJ, realizou nova pesquisa que focou em dois mercados distintos: motores que retornam ao mercado e são comercializados e o mercado de serviços de reparo de motores. Esta pesquisa representa o maior levantamento feito no Brasil sobre motores recondicionados.

Além disso, ao se obter informações sobre as empresas recondicionadoras de motores, é possível oferecer subsídios ao governo para medidas de melhoria do serviço oferecido pelo setor, bem como subsidiar as fiscalizadoras no sentido de coibir e sanar as irregularidades. Ainda, tem-se o objetivo de mensurar o que o Brasil está perdendo em termos de energia, quando os motores recuperados não atendem aos procedimentos corretos.

A grande quantidade de motores elétricos existentes e as condições inapropriadas de operação e manutenção, fazem surgir unidades danificadas, apresentando baixo rendimento ou falhas1.

Outro elemento que se soma ao problema é a falta de conhecimento dos consumidores que se preocupam somente com a diferença de custo entre “comprar um motor novo” e “mandar recondicionar ou comprar um motor recondicionado”, esquecendo de avaliar o gasto energético. Além dos que compram motores de segunda mão, recondicionados ou aderindo a troca por motores importados. À primeira vista, com um preço mais barato, o consumidor parece estar fazendo um bom negócio ao adquirir motores recondicionados ou mandar estas empresas fazer o serviço de reparação, mas, na verdade, grande parte destes motores, já obsoletos devido a sua idade, possuem eficiência comprometida, uma vida útil curtíssima e o mais grave: um gasto energético excessivo.

Para se mensurar, o total de motores trifásicos recondicionadas em 2016, ano base desta pesquisa, foi da ordem de 4,6 milhões de unidades, em um parque instalado de 20 milhões de unidades. Neste cenário, a perda anual de energia destes motores recondicionados e instalados no mercado brasileiro, quando comparados com motores novos da categoria premium, atinge 8,43 TWh ano. Esta perda no período de um ano equivale a 1,8 vezes a produção da usina nuclear de Angra 1 ou ao consumo médio de 4,47 milhões de residências ou ainda a 4,5 milhões de carros elétricos da Tesla modelo S rodando no Brasil.

Outro dado que merece destaque nesta pesquisa é que cerca de 85% das empresas recondicionadoras são de pequeno porte, sendo que a grande maioria (quase 60%) oferece serviços de baixa qualidade, com falta de qualificação e treinamento profissional e estrutura de serviço precária.

Estima-se que a cada recondicionamento de um mesmo motor, ocorra a queda de 2% do seu rendimento atual.

Clique aqui para ver a publicação “Pesquisa mercadológica sobre motores recondicionados no Brasil realizada pela PUC-RJ e ICA/Procobre”.

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